Perfil nutricional e motivação de adolescentes praticantes de futebol de um projeto social no município de Eusébio-CE
Autores: Yanka Moreira da Silva, Jamille Araújo Félix Duailibe, Júlio César Chaves Nunes Filho, Richele Janaína de Araújo Machado, Paulo Vitor Nogueira de Abreu, Iramaia Bruno Silva, Alex Sousa Paiva
Ano de Publicação: 2025
Sabe-se que a alimentação sem acompanhamento nutricional representa um risco à saúde, podendo levar à deficiência de nutrientes e interferir no desenvolvimento e desempenho em práticas esportivas. O objetivo deste estudo foi avaliar o estado nutricional e determinar os principais fatores motivacionais para a prática de futebol por adolescentes de um projeto social no município de Eusébio-CE. Trata-se de um estudo transversal e descritivo, com abordagem qualitativa. A população foi constituída por adolescentes de 12 a 17 anos. A pesquisa considerou as seguintes variáveis independentes: sexo, idade, tempo de prática no projeto social, frequência nos treinos e participação em outras atividades físicas. Quanto às variáveis antropométricas, foram analisados peso, estatura e IMC, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) adotadas pelo Ministério da Saúde. Para avaliar a motivação, foi utilizado um questionário adaptado e validado para a prática de atividade física, contemplando os seguintes fatores motivacionais: controle do estresse, saúde, sociabilidade e competitividade. Ao analisar os fatores motivacionais dentro dos subgrupos “pouco motivado” e “muito motivado”, observou-se uma distribuição similar na classificação do IMC para a idade, sendo a maior concentração entre adolescentes eutróficos, seguidos por aqueles com sobrepeso e obesidade. Com base nos resultados encontrados, verificou-se a predominância do fator saúde, seguido da competitividade, controle do estresse e sociabilidade entre os adolescentes classificados como eutróficos, o que pode estar relacionado às informações contemporâneas sobre um estilo de vida saudável.
https://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/2375
Fatores associados ao estado nutricional de crianças de 7 a 12 anos: exercício físico, alimentação e sono
Autores: Jamille Araújo Félix Duailibe, Júlio César Chaves Nunes Filho, Richele Janaína de Araújo Machado
Ano de Publicação: 2024
A obesidade é um grave problema de saúde pública que também afeta crianças. O objetivo deste estudo foi identificar os fatores associados ao estado nutricional de crianças de 7 a 12 anos, como a prática de atividades físicas, o padrão alimentar e o sono. A pesquisa foi realizada com 46 crianças, de ambos os sexos, praticantes de futebol em um projeto social no Eusébio-CE, sendo avaliados o estado nutricional, o consumo alimentar, o sono e a prática de exercícios. A média de idade das crianças foi de 9,8 ± 1,65 anos, com predominância do sexo masculino (95,7%). O índice de massa corporal (IMC) médio foi de 20,4 ± 5,39 kg/m², e mais de 50% dos participantes apresentaram excesso de peso. Quanto às horas de sono, 54,35% das crianças dormiam, em média, menos horas do que o recomendado, embora essa variável não tenha mostrado associação significativa com as demais (p>0,05). Também não houve associação estatisticamente significativa entre o tempo de prática de futebol e o diagnóstico antropométrico. No que se refere ao consumo alimentar, foi observada uma associação significativa entre o consumo de couve-flor e o diagnóstico antropométrico (p≤0,05). Concluímos que, neste estudo, não foram encontradas associações entre a prática de exercícios físicos, o consumo alimentar e o padrão de sono adequado com o estado nutricional das crianças. No entanto, foi identificado um percentual elevado de crianças com excesso de peso.
http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/1689/1216
Aptidão física em atletas juvenis de voleibol
Authors: Pedro Henrique de Sousa, Francisca Nimara Inacio da Cruz, Júlio César Chaves Nunes Filho, Elenira de Oliveira Ferreira, Danilo Lopes Ferreira Lima
Year of Publication: 2021
O objetivo do presente estudo foi identificar o nível de aptidão física em atletas de voleibol juvenil masculino. Foram investigados 24 adolescentes do sexo masculino, entre 14 e 17 anos, atletas de voleibol. Inicialmente foi aplicado um questionário contendo idade, tempo de prática no esporte e frequência semanal de treino. Posteriormente os dados foram coletados através de alguns testes físicos do protocolo de avaliações do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, 2015) em que foram avaliadas: flexibilidade (sit and reach), agilidade (teste do quadrado), força abdominal (sit up´s), força dos membros superiores (arremesso do medicineball) e força de membros inferiores (salto horizontal). Quando realizado o teste de força dos membros inferiores observou-se que 23 (95,8%) atletas estavam classificados como bom, muito bom ou excelente. Foi identificada no teste de força abdominal uma média foi 58,83 ± 7,47 repetições. O resultado do teste de força abdominal demostrou que 24 (100%) estavam como zona saudável. Pode-se concluir que o componente força, tanto de membros inferiores quanto superiores e abdominal foi o mais bem avaliado entre os atletas juvenis de voleibol, com ênfase na força de membros inferiores e abdominal. A agilidade, fundamental no esporte, precisa ser mais bem trabalhada no grupo estudado, assim como a flexibilidade.
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/33701
Autores: Francisco Isaquiel Gomes da Silva, Robson Salviano de Matos, José Messias Vieira Marques Filho, Júlio César Chaves Nunes Filho, Felipe Rocha Alves,Evanice Avelino de Souza, Marília Porto Oliveira Nunes
Ano de Publicação: 2020
Compreender a importância do lúdico para a vida de crianças e adolescentes se faz muito necessário. O brincar pode ser usado como uma ferramenta para o desenvolvimento humano. Além disso, os jogos recreativos podem ser utilizados como uma estratégia fundamental para o controle da massa corporal e manutenção da saúde. Este estudo tem o objetivo de analisar as capacidades físicas e o perfil antropométrico de crianças e adolescentes praticantes de atividades recreativas. Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal e abordagem quantitativa. A amostra foi de 50 indivíduos, com idades entre 08 e 16 anos, atendidos por um projeto social na cidade de Cascavel, CE. Usou-se como instrumento de medida testes para avaliar capacidades físicas (velocidade de 20m e agilidade do quadrado), cálculo do índice de massa corporal (IMC) e relação cintura-estatura (RCE). Os resultados revelaram quando comparado os dados antropométricos e idade entre os sexos não foi verificado diferença estatisticamente significativa, assim como para os valores médios dos testes velocidade e agilidade. Houve associação do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a partir do RCE, com os sexos (p =0,03). Por fim, a associação entre o gênero e as classificações dos testes de agilidade e velocidade não se apresentaram significativas. Concluiu-se que entre as crianças e adolescentes participantes do projeto “iniciação” não houve diferenças significativas quando comparado as capacidades físicas (velocidade e agilidade) e o perfil antropométrico. Entretanto, constatou-se um alto risco para o desenvolvimento de doenças cardiácas, tendo como parametro o RCE, para o sexo feminino.
Imagem corporal, nível de atividade física e atitudes alimentares em adolescentes escolares
Autores: Gessica Mendes Gomes, Júlio César Chaves Nunes Filho, Robson Salviano de Matos, Marília Porto Oliveira Nunes
Ano de Publicação: 2019
Introdução: A adolescência é marcada por muitas transformações, sendo estas mudanças físicas, alimentares, comportamentais e psicológicas, muitas vezes acompanhadas de situações de conflito. Objetivo: Analisar a imagem corporal, nível de atividade física e atitudes alimentares em adolescentes escolares. Materiais e Métodos: O estudo foi do tipo transversal e quantitativo desenvolvido em uma escola da rede pública de tempo integral, na cidade de Fortaleza-CE. Participaram da pesquisa 48 adolescentes, de ambos os sexos, com faixa etária de 13 a 17 anos. Foram utilizados os seguintes instrumentos: Body Shape Questionnaire (BSQ), para avaliação da imagem corporal; Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), para observar o nível de atividade física; e Eating Attitudes Test (EAT-26), para avaliar as atitudes alimentares. Para definir o estado nutricional, foi utilizada a classificação através do escore Z do IMC, obedecendo aos critérios da Organização Mundial da Saúde. Resultados: 70,83% dos jovens estavam eutróficos, 14,58% com sobrepeso. Em geral os indivíduos tiveram uma percepção positiva de sua imagem corporal, entretanto verificou-se uma maior prevalência de imagem corporal leve/moderada/grave em adolescentes eutróficos. Conclusão: A maioria dos jovens estava satisfeita com sua imagem corporal, apresentando eutrofia e risco negativo para transtornos alimentares. Porém, é necessária atenção nutricional aqueles que apresentaram estado nutricional inadequado, sedentarismo ou em risco de transtorno alimentar.
ANÁLISE DA AUTOPERCEPÇÃO CORPORAL EM ALUNOS DAS ESCOLAS PROFISSIONALIZANTES ESTADUAIS EM FORTALEZA/CE
Autores: Vieira Daniel Pinto, Júlio César Chaves Nunes Filho, Robson Salviano De Matos, Juan de Sá Roriz Caminha, Dyego Castelo Branco Holanda Gadelha Pereira, José de Oliveira Vilar Neto, Marilia Porto Oliveira Nunes
Ano de Publicação: 2018
O objetivo da pesquisa foi verificar a ocorrência da Dismorfia Muscular (DM) e níveis de insatisfação corporal entre alunos de escolas profissionalizantes situadas em Fortaleza/CE. Participaram da pesquisa 60 jovens do sexo masculino, entre 15 e 18 anos, de seis escolas da rede profissionalizante do estado do Ceará. Foram utilizados os questionários de Complexo de Adônis e Escala de Silhuetas de Damasceno, para verificação da vigorexia e insatisfação corporal. Os resultados foram representados em valores médios e percentuais. Os participantes da pesquisa apresentaram idade e índice de IMC médios de 16,53 (+ 3,2 anos) e 23,55 (+ 4,6 kg/m2) respectivamente. No tocante a DM, 81% dos alunos não apresentavam sinais de vigorexia e 1,67% apesentavam nível moderado. Já na insatisfação corporal, foi encontrado em 53% dos alunos como insatisfeitos com seu corpo e 42% sentem-se muito insatisfeitos com o mesmo. Conclui-se que Jovens estudantes de escolas profissionalizantes estaduais em fortaleza, Ceará não apresentam níveis de dismorfia muscular, entretanto demonstraram valores elevados na insatisfação corporal.
https://fontouraeditora.com.br/periodico/public/article/1412